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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

tumores de mamas em cadelas

Tumores de mama em cadelas

Frequente na rotina das clínicas veterinárias, o tumor mamário é o principal tipo de tumor diagnosticado em cadelas - responde por cerca de 50% de todos os tumores diagnosticados na espécie canina.

Uma das principais características dos tumores de mama é acometer cadelas de meia-idade ou de idades mais avançadas, geralmente a partir do sétimo ou oitavo ano de vida. Determinadas raças são frequentemente apontadas como mais predispostas à doença, mas, na prática, todas as cadelas não castradas ou castradas após os 30 meses de idade tem 26% de chance de desenvolver tumores mamários. O risco aumenta naquelas submetidas a tratamentos com medicamentos anticoncepcionais de uso veterinário e nas que apresentam pseudogestação.

É fato bem conhecido que as cadelas submetidas a cirurgia de castração antes de terem o primeiro cio apresentam uma importante diminuição na incidência da doença, que cai a meio por cento.

Metade dos tumores mamários encontrados nas cadelas é maligno. No entanto, grande parte dos tumores benignos pode evoluir para formar malignas.Daí a necessidade de detectar e tratar precocemente a doença. Os tumores malignos têm a propriedade de causar metástases, ou seja, de se espalharem para outros órgãos. O mais frequentemente afetado é o pulmão, mas diferentes órgãos também podem apresentar metástase, como ossos, rins e fígado.

  • Diagnóstico

A participação do proprietário é fundamental para detectar a doença.A constatação de aumento do volume nas mamas, mesmo que pequeno quanto um grão de ervilha, é razão para um visita imediata ao veterinário.Embora seja praticamente impossível diferenciar um nódulo mamário benigno de um maligno, visualmente ou por palpação, em geral a presença de massa de crescimento rápido, com superfície irregular e úlcera, é indicativa de tumor maligno.

Dois terços dos tumores se localizam nas mamas inguinais. A análise histopatológica é o método que determina o diagnóstico. A sua realização, por requerer um fragmento do tumor, normalmente é feita após a cirurgia.

  • Tratamento

A cirurgia é o tratamento indicado para a doença.Sua eficiência é tanto maior quanto menor for a evolução do tumor, ou seja,, quanto menor ele for.Sabemos que podem ser curadas pacientes cujos tumores malignos têm menos de três centímetros de diâmetro, no caso das cadelas.Além dos exames pré-operatórios rotineiros, como hemograma, exames de função renal e hepática e ecocardiograma, é importante realizar raio-x torácico e ultrassom abdominal a fim de descartar a presença de metástases nos pulmões ou em algum órgão abdominal.A presença de metástase torna o prognóstico da doença bastante desfavorável e , geralmente, contra-indica a realização da cirurgia.

A cirurgia é planejada levando em consideração a localização do nódulo ou dos nódulos presentes e da drenagem linfática dos tecidos mamários.Assim, nunca é feita apenas a remoção do tumor, mas da mama acometida pelo tumor em conjunto com as demais mamas drenadas pelos mesmos vasos linfáticos.São comuns as circunstâncias em que o cirurgião tem de optar pela remoção de todas as mamas do lado acometido.

Os tumores mamários são dependentes da açao hormonal e, por esse fato, se realiza a castração junto com a mastectomia (retirada da mama).

Ao longo das última décadas tem sido empregado o tratamento quimioterápico em cães.Ele é indicado quando há recidivas ou metástases e pode proporcionar aumento da sobrevida da paciente.

Concluindo: a castração antes do primeiro cio praticamente exclui a possibilidade de desenvolvimento da doença.E o diagnóstico precoce é fundamental para a obtenção da cura. Uma dica para perceber facilmente e a tempo se um carocinho apareceu nas mamas da sua cachorra é fazer, sempre, carinho nela.

Texto extraído da revista Cães e cia

quarta-feira, 9 de junho de 2010

olfato ajuda


Cães podem detectar câncer de pelo olfatoCachorros classificaram corretamente 63 das 66 amostras
Os cães são conhecidos como melhores amigos do homem e acabam de dar mais uma prova de amizade. De acordo com pesquisadores do Hospital Tenon, de Paris, França, podem indicar quem tem câncer de próstata por meio do olfato, 100 mil vezes mais aguçado que o de um ser humano.
A equipe passou um ano treinando pastores belgas malinois com o intuito de que diferenciassem a urina de pessoas com e sem a doença. Quando identificavam a presença de câncer, sentando ou correndo para o treinador, recebiam recompensas. No final da preparação, os cachorros classificaram corretamente 63 das 66 amostras, sendo que metade delas era de pacientes que apresentavam o problema.
Anthony Smith, especialista em câncer de próstata da Associação Americana de Urologia, disse ao jornal Daily Mail que esses dados sugerem que tumores podem eliminar compostos orgânicos voláteis e que o odor pode ser específico, além de acrescentar que o uso dos cães poderia ter resultados melhores que a análise dos níveis de PSA (antígeno prostático específico) no sangue.
Henry Scowcroft, da entidade Cancer Research UK, do Reino Unido, afirmou que há motivos práticos para que os animais não sejam utilizados na detecção da doença, mas que, com a compreensão das moléculas desprendidas por ela, os cientistas seriam capazes de desenvolver melhores testes de laboratório.
Trabalhos anteriores indicaram que cães poderiam ser educados para apontar câncer de mama e de pulmão.
http://saude.terra.com.br/ Fonte: http://saude.terra.com.br